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EUVG é notícia na "Revista Negócios Portugal"

EUVG é notícia na "Revista Negócios Portugal"

"Terapias não convencionais no SNS para acesso a todos"

 

 

EUVG Revista Negocios de Portugal

Publicada em 01-01-2014 na Revista Negócios de Portugal

 

Pode consultar a notícia neste link.

 

Transcrição da Entrevista ao Professor Doutor Humberto Rocha

É isto que Humberto Rocha considera crucial. Em entrevista à Revista Negócios Portugal ,o professor da Escola Universitaria Vasco da Gama refere que as terapias não convencionais deviam ser integradas, de forma progressiva, no Sistema Nacional de Saúde, já que só dessa forma se conseguiria democratizar o seu acesso a todos os portugueses.

Nesta escola encontram-se atualmente em funcionamento um curso de Pós Graduação em Osteopatia, um curso de Osteopatia para Profissionais de Saúde e em breve será anunciado um Curso Básico em Terapias Integrativas.

 

Para as pessoas que estão pouco familiarizadas com esta temática, explique em traços gerais o que faz um osteopata?
O osteopata é um clinico especializado numa Terapêutica Manual. Um profissional de saúde com autonomia, que baseia o seu diagnóstico numa investigação cuidada da história do paciente, na pesquisa diferencial de diagnóstico, isto é, numa avaliação clínica do paciente (palpação, auscultação, avaliação neurológica, etc.) e numa avaliação osteopática ngorosa, ou seja, o seu conhecimento profundo em biomecânica, anatomia e relação do sistema neuro-músculoesquelético. é o que vai permitir a este profissional a decisão se é seguro tratar o paciente e se sim, fá-lo baseado nos mecanismos fisiológicos e biomecánicos do corpo, com técnicas manuais que atuam em vários tecidos.

 

Que doenças ou questões clínicas pode um osteopata ajudar a tratar?
Em todos os tecidos que por incapacidade de equilíbrio por parte do organismo, possam ter ficado disfunciorrais, Explicando melhor, se pudéssemos descrever o nosso organismo em poucas palavras, seria a sua capacidade altamente eficaz e complexa de manter a homeostase, ou seja, o equilíbrio. Porém, se traurnas de repetição, traumas agudos ou doença forem demasiado agressivos, podem ser um obstáculo á capacidade de manutenção desse equilíbrio. O que o osteopata faz é precisamente ajudar o corpo nesse processo, mininiizando ou eliminando esses obstáculos. O que as técnicas manuais fazem é devolver aos tecidos (músculos, articulações, nervos, etc.) a sua capacidade funcional. O osteopata atua no aparelho neuro-músculoesquelético, logo quaisquer disfunções a ele associadas, tais como tendinoses, disfunções arhcutáres provocadas por processos degenerativos. problemas discais Intervertebrais, contraturas de esforço e repetição, compressões de nervos ou raízes nervosas, em algumas doenças reumátcas. dores articulares, cefaleias cervicogénicas, cefaleias tensionais, distúrbios vesbbulares, lesões desportivas, errbe muitas outras.

 

Como é vista hoje a osteopatia em Portugal?
Cada vez é mais bem recebida pelos profissionais de saúde e cada vez mais procurada, tarifo por pacientes como por outros profissionais á procura de aumentar as suas valências. A parceda interdisciplinar é cada vez mais uma componete alargada na área da saúde.

 

Que passos importantes já foram dados e quais os que estão ainda por dar nesta área?
Os primeiros passas importantes, em relação à regulamentação profissional, foram dados em 2003. A continuação desse caminho está agora nas mãos da ACSS e DOS, que tudo indica concluir os seus trabalhos em 2014. Outros marcos importantes da osteopatia em Portugal foram as vánas parcerias com universidades portuguesas e estrangeiras no desenvolvimento de programas académicos desta área.

Que diferenças existem entre a importância dada a esta área em Portugal e em outros países europeus?
Penso que em Portugal a osteopatia é vista da mesma forma que noutros países onde não está regulamentada Cada vez há mais formação e investigação. Em relação ao Reino Unido ou França, as realidades são bem distintas No caso do Reino Unido por exemplo, o osteopata goza de total autonomia, comparticipação de seguradoras e é um profissional de saúde dos cuidados de saúde primários.Tem um currículo académico muito completo.

 

Que justificação encontra para estas diferenças?
Estes países talvez tenham percebido há mais tempo a Importância da prevenção e ainda mais a lacuna no tratamento de probmas do aparelho músculo- esquelético. 70 por cento do nosso corpo são músculos e articulações e requer uro gasto de energia brutal. Se não estiver em ótimas condições vai afetar todo o resto do corpo A verdade é que o tratamento conservador apenas disfarça o problema e como disse, há uma grande lacuna na resposta a estes pacienies.

 

Este curso, que arrancou em novembro é destinado a profissionais de saúde. Que vantagens considera que traz a esses mesmos profissionais?
Podem melhorar as suas competências e aprofundar o conhecimento numa ciênca vasta, de investigação e que olha para o corpo humano de um ponto de visto global.

 

Que plano cumcular e focado em que temáticas?
As grandes valências do osteopata são os conhecimentos profundos de anatomia palpatória, fisiologia e biomecânica, mas também de outras áreas das ciências biomédicas como a neurologia, a ortopedia, a reumatologia, etc.

 

Que expectativas tem para o crescimento desta terapia e outras não convencionais no nosso país?
A expectativa é elevada urna vez que a cultura do bem estar” está instalada no dia a dia das pessoas. O equilibrio do ser humano passou a ser reconhecido e assumido como um todo e as terapêuticas integrativas são nucleares para se atingi-lo, conjuntamente com a nutrição, com os cuidados estéticos com o termalismo e outros conceitos indispensáveis ao desenvoMmento no país de um turismo da saúde.

 

Acha que os portugueses já têm conhecimento sobre esta área e estão sensibilizados para a sua importância?
Penso que não. Há um enorme trabalho a tazer de clvigação. sobre os benecos destas terapêubDas Por outro lado é crucial que de forma progressiva estas terapêuticas possam ser parte Integrante do Serviço Nacional de Saúde, uma vez que só assim se democratiza o seu acesso a todos os portugueses.

 

Quais os projetos para o futuro?
A Escola Universitána Vasco da Gama — EUVG Coimbra pretende-se posicionar como a Instituição de Ensino Superior das Terapêuticas lntegrativas na grande região centro.

Nesse sentido, estabeleceu protocolo de colaboração com o ITS - Instituto de Técnicas da Saúde, dingido pelo professor Borgas de Sousa, tem colaboração com a CEM,) - Câmara dos Especialistas em Medicina Integrativa, presidida por Jorge Fonseca e projeta em breve poder ministrar o Curso Básico de Homeopatia- Programa Europeu que tem a Coordenação Pedagógica de Hélio Paulino Pereira, este curso é ministrado há cerca de 27 anos em Portugal ‘e constitui a referência do ensino da homeopatia no pais.

Com a Instituição colaboram ainda médicos e outros profissionais de saúde de reconhecido mérito e que há anos se dedicam à prática das terapêuticas integrativas.

 

Humberto Rocha -  Presidente do Conselho de Direcção da EUVG

 
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